Classes de IVA em Restaurantes: Comida, Álcool, Take-Away e Mais 28 (2026)

Tabres Team
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A maior parte dos restaurantes tem toda a configuração de impostos num único botão com o nome "Comida". É a coisa mais rápida de montar e a mais cara de manter.

Aqui vai a resposta toda, já a seguir. Uma classe de imposto é uma etiqueta que põe num produto para o sistema saber que regra de IVA aplicar. O café e o conhaque não pagam imposto da mesma maneira. Uma sandes fria e uma sandes quente também não. A classe é a forma de a caixa saber a diferença sem o empregado de mesa ter de pensar nisso. A maior parte dos negócios precisa de 8 a 12 classes, não de uma, nem de 31. Mas a lista completa de 31 existe porque a restauração é mesmo assim tão confusa — vende comida, bebida, álcool, tabaco, quartos, animação e serviço, e cada uma dessas coisas cai num balde diferente em quase todos os sistemas fiscais do mundo.

Vamos então ver as 31. O que cada uma cobre, como costuma ser taxada, e quais é que pode ignorar sem problema.

O Que É uma Classe de Imposto? A Versão de 30 Segundos

Uma classe de imposto é uma categoria. Mete cada produto dentro de uma. Depois liga as regras de IVA à classe, e não a cada produto.

Ponha a classe "Álcool" a 23% e toda a cerveja, todo o vinho e todo o gin da sua ementa passam a ter essa taxa. No mês que vem cria um cocktail novo, marca-o como Álcool, e está feito. Nunca mais mexe numa taxa.

Sem classes, o imposto vive dentro do produto. O que quer dizer que uma mudança de taxa se transforma numa tarde inteira a clicar em 180 artigos — e que um produto criado à pressa numa sexta-feira cheia fica com a taxa que a última pessoa adivinhou.

Três coisas que uma classe não é:

  • Não é a taxa. A classe é a etiqueta, a taxa é a regra. A mesma classe muda de número conforme o país.
  • Não é o tipo de pedido. Sala e take-away dizem como é que a comida sai do seu espaço. Já lá vamos, porque também aparecem na lista e isso confunde muita gente.
  • Não é para sempre. Os governos mexem nas taxas constantemente. Três países europeus mexeram nas deles nos últimos oito meses.

Porque É Que Uma Taxa Única Lhe Custa Dinheiro em Silêncio

Imagine um café que faz 2.000 € por dia. Cerca de 60% em comida, 40% em bebidas.

Em Portugal continental, a refeição servida no local leva a taxa intermédia de 13%, mas o refrigerante, o sumo e a cerveja da mesma mesa levam 23%. É a forma normal em quase toda a Europa: a comida com desconto, as bebidas sem ele. Se passar tudo por um único botão "Comida", a sua declaração de IVA não fica só errada. Fica errada na mesma direção todos os dias.

Dez pontos percentuais a menos em 800 € de bebidas por dia dá quase 58 € por dia. Faça as contas ao ano: mais de 20.000 €. Ninguém dá por isso, porque nada avaria. A caixa continua a funcionar. Os talões continuam a sair. Só descobre numa inspeção da Autoridade Tributária, já com juros por cima.

O sentido contrário é mau de outra maneira: cobrar imposto a mais, que nunca deveu, e entregá-lo ao Estado à mesma. Isso é a sua margem, oferecida de livre vontade.

As 31 Classes de IVA para Restaurantes, Agrupadas e Explicadas

As taxas em baixo são a forma habitual, não são aconselhamento fiscal — mudam de país para país e às vezes de cidade para cidade. Use-as para perceber de que classes precisa e confirme os números certos com o seu contabilista ou com a Autoridade Tributária.

Classes de comida (7)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Comida O balde geral dos pratos preparados Taxa intermédia em Portugal (13%) e taxa reduzida em boa parte da Europa
Padaria e pastelaria Pão, bolos, croissants, pastéis Em Portugal o pão leva 6% e o bolo leva 23% — o mesmo balcão, taxas diferentes
Lacticínios Leite, queijo, iogurte, natas vendidos tal e qual Quase sempre a taxa mais baixa (6%)
Carne Talho, carne crua, charcutaria ao balcão Taxa reduzida na maioria dos casos; alguns países separam-na
Frutas e legumes Fruta e legumes vendidos sem preparação Taxa reduzida ou super-reduzida quase sempre
Refeições preparadas Caixas prontas a comer, kits de refeição, pronto a levar Fica entre a mercearia e a restauração — a classe mais desconfortável
Pequeno-almoço Pequeno-almoço incluído no quarto ou menu fixo Às vezes segue o alojamento, às vezes segue a comida

Esta última costuma apanhar as pessoas de surpresa. Em vários países, o pequeno-almoço incluído no preço do quarto é taxado de forma diferente do pequeno-almoço vendido a quem entra da rua. Se tem quartos, separe-os.

Classes de comida especiais (3)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Peixe e marisco Peixe, marisco, ostras Normalmente a taxa da comida, mas muitas vezes vendido a preço de mercado — deixe-o visível
Gelados Bolas, gelataria, sobremesas geladas Muitas vezes fora do desconto da comida e taxados à taxa normal
Doces e chocolates Rebuçados, chocolate, bolachas de chocolate Quase sempre à taxa normal, mesmo quando tudo à volta não está

Doces e gelados são as duas classes que os cafés pequenos esquecem. Numa pastelaria portuguesa, o pão para levar leva 6%, a sandes pronta a comer leva 13% e a barra de chocolate leva 23%. Três taxas, o mesmo balcão, o mesmo saco de papel. Um botão para tudo, e está errado em todas as vendas.

Classes de bebidas (5)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Refrigerantes Colas, limonadas, latas, garrafas Taxa normal em quase todo o lado (23% em Portugal)
Bebidas com açúcar Tudo acima de um limite de açúcar Taxa normal mais um imposto sobre o açúcar
Sumos Sumo natural e sumo embalado Normal nuns países, reduzido noutros — é mesmo inconsistente
Água engarrafada Água natural e com gás Em Portugal a água natural leva 6% e a água com gás leva 23%
Café e chá Bebidas quentes, o seu negócio inteiro se tem um café Em Portugal segue a taxa da restauração quando é servido no local

As bebidas com açúcar merecem uma classe só delas, não uma nota de rodapé. Portugal tem este imposto desde 2017: é cobrado por hectolitro, com escalões conforme os gramas de açúcar por litro, e os escalões vão sendo apertados de poucos em poucos anos. Reino Unido, Irlanda, Polónia, Espanha, México e África do Sul também o têm, tal como uma lista crescente de cidades norte-americanas. É uma cobrança separada, empilhada por cima do imposto normal. Se vende refrigerantes engarrafados e não tem esta classe, há um custo que já está nas suas faturas de compra e que não está a acompanhar.

Classes de álcool (4)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Álcool A classe-mãe, se não precisar de detalhe Sempre à taxa normal; nunca apanha o desconto da comida
Cerveja Pressão, garrafa, lata IVA normal mais imposto especial de consumo, por litro de álcool
Vinho Copo, garrafa, espumante IVA normal mais imposto especial, normalmente por escalões de graduação
Bebidas espirituosas Shots, cocktails, licores O maior peso de imposto especial dos três

Aqui está a parte que apanha os donos novos: o imposto especial de consumo não é IVA e não é cobrado na sua caixa. O seu fornecedor já o pagou e ele já vem dentro do preço a que compra. Depois é que cobra IVA por cima de um preço que já traz o imposto especial lá dentro.

Em Portugal, esse imposto chama-se IABA — Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas. Curiosidade útil: o vinho tranquilo tem taxa zero de IABA em Portugal, mas a cerveja e as bebidas espirituosas não.

É por isso que as margens do álcool se portam de forma estranha, e é por isso que uma subida de imposto aparece no seu preço de compra semanas antes de a notar nas contas. Se separar cerveja, vinho e espirituosas em classes diferentes, consegue ver qual delas mexeu. Se meter tudo num balde "Álcool", não consegue.

Alguns estados norte-americanos vão mais longe e aplicam um imposto próprio sobre bebidas alcoólicas servidas, por cima do imposto sobre vendas. O Tennessee é o exemplo conhecido, com 15%. Se vende num sítio assim, separar o álcool deixa de ser opcional.

Tabaco (1)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Tabaco Cigarros, charutos, shisha, cigarros eletrónicos Imposto especial pesado, muito regulado, licença à parte

Só interessa se vender — bares de shisha, lojas de hotel, alguns bares. Se vende, ponha-o numa classe só dele, porque as regras do tabaco mudam mais vezes do que tudo o resto nesta lista e vários países já estão a criar impostos próprios para os produtos de vaping.

Classes de serviço e de canal (5)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Sala Tudo o que é consumido no seu espaço Restauração — a taxa mais alta, em quase todos os sistemas
Take-away Comida entregue ao balcão para levar Muitas vezes mais baixa, às vezes zero para comida fria
Entrega A sua própria entrega, mais a taxa de entrega Normalmente segue a taxa da comida que transporta
Catering Eventos fora de portas, festas com pessoal Taxa completa de restauração quando serve e levanta
Taxa de serviço Percentagem obrigatória somada à conta Leva a mesma taxa da refeição — ao contrário de uma gorjeta a sério

Este é o grupo que gera mais confusão, por isso vamos ser precisos. Sala, take-away e entrega aparecem como classes de imposto e como tipos de pedido, e fazem trabalhos diferentes.

Como tipo de pedido, "take-away" descreve como é que a comida sai. Como classe de imposto, descreve um produto que é sempre para levar — uma sandes embalada na vitrina do frio, um pacote de café em grão, uma garrafa do molho da casa.

Para tudo o resto, não quer uma classe de imposto de take-away. Quer o mesmo produto, marcado como Comida, com uma regra que diz "13% na sala e outra taxa para levar". Chama-se a isso âmbito por canal, e é assim que a mesma lasanha pode pagar dois valores de imposto diferentes sem ninguém ter de decidir nada. Já explicámos porque é que a sala, o take-away e a entrega pagam taxas diferentes com detalhe — é a regra mais mal compreendida de todo o IVA na restauração.

A taxa de serviço é a que tem mesmo de acertar este ano. Uma taxa de serviço obrigatória faz parte do preço da refeição e leva a taxa da refeição. Uma gorjeta genuinamente voluntária normalmente não é taxada. E vários estados norte-americanos já exigem que qualquer valor obrigatório seja anunciado na ementa e apareça em linha separada no talão — as regras da Florida de julho de 2026 até indicam o tamanho da letra. Classe própria, sempre.

Classes de hotelaria e espaços (6)

Classe de imposto O que entra nela Tratamento habitual
Alojamento Quartos, noites, suites Normalmente reduzida — em Portugal são 6%
Turismo Taxa municipal turística, taxa de dormida Cobrança separada, quase sempre por pessoa e por noite
Entretenimento Música ao vivo, espetáculos com bilhete, entradas Reduzida nuns países, normal noutros
Jogo Máquinas, terminais de apostas Muitas vezes isento de IVA, mas com imposto de jogo próprio
Artigos de luxo Loja de recordações, merchandising, retalho premium Taxa normal, às vezes com um extra de luxo
Produtos farmacêuticos Medicamentos básicos e suplementos vendidos no espaço Taxa reduzida ou super-reduzida

Se tem um restaurante sem quartos, pode saltar quase todo este grupo. Se tem um hotel, um beach club ou um espaço com loja, não pode — e o turismo é o que morde. As taxas turísticas subiram muito por toda a Europa. Lisboa cobra 4 € por pessoa por noite, o Porto cobra 3 €, Amesterdão está no topo da tabela, Barcelona e Paris continuam a subir as suas, e Veneza já cobra aos visitantes de um dia nas datas de maior procura. É cobrada por hóspede, não como percentagem da conta — e é exatamente por isso que precisa de uma classe de imposto de valor fixo e não de percentagem.

E aqui estão as 31. Comida, álcool, take-away, e as outras 28 que acabam por interessar muito mais vezes do que os donos esperam.

Os 5 Tipos de Taxa (e Aquele Que Ninguém Percebe)

A classe diz-lhe o que é uma coisa. O tipo de taxa diz-lhe como é taxada. São cinco, e não são trocáveis entre si.

  1. Normal — a taxa por defeito. Bebidas, álcool, chocolates, a maioria dos serviços. Em Portugal continental, 23%.
  2. Intermédia — a taxa da restauração e da hotelaria. Refeições servidas, 13% no Continente.
  3. Reduzida — a taxa dos bens essenciais, como pão, leite e fruta. 6% no Continente.
  4. Taxa zero (isenção completa) — cobra 0% e pode deduzir o IVA que pagou nos seus custos.
  5. Isento (isenção incompleta) — não cobra IVA e não pode deduzir o IVA dos custos ligados a essa venda.

O ponto quatro contra o ponto cinco é a distinção que custa dinheiro a sério.

A taxa zero é uma venda tributável que por acaso é taxada a nada. Uma sandes fria para levar no Reino Unido está a taxa zero, por isso o dono continua a deduzir o IVA do pão, da embalagem e da arca que a manteve fria.

O isento está fora do sistema. Não sai IVA e não volta IVA dos custos que o produziram. A receita de jogo é o exemplo mais próximo da restauração.

Há uma segunda armadilha escondida na taxa zero: as vendas a taxa zero continuam a contar para o volume de negócios que o obriga a registar-se no IVA. Em Portugal esse limite anda pelos 15.000 € do artigo 53.º do Código do IVA. Um snack-bar que só venda comida a taxa muito baixa pode na mesma ser obrigado a registar-se — e muita gente descobre isso tarde.

Impostos em Percentagem vs Impostos Fixos

A maior parte dos impostos é uma percentagem do preço. Alguns não são, e um sistema que só saiba fazer percentagens falha em silêncio nesses.

Fixo por unidade — um valor certo por cada artigo vendido. O imposto sobre o açúcar por litro. O depósito de uma garrafa. A taxa sobre um copo ou saco de utilização única, que já é lei num número crescente de países.

Fixo por linha de pedido — um valor certo uma vez por linha, seja qual for a quantidade. Algumas taxas de embalagem e ambientais funcionam assim.

Fixo por pessoa e por noite — o formato da taxa turística.

Exemplo prático: dois hóspedes, três noites, mais quatro refrigerantes engarrafados. A taxa turística é um valor fixo vezes seis dormidas. O imposto do açúcar é um valor fixo vezes quatro garrafas. O quarto e os refrigerantes são percentagens. Quatro cálculos, uma conta. Se o seu sistema só souber multiplicar por uma percentagem, há alguém a fazer isto numa folha de cálculo às 23h — e essa pessoa engana-se.

Impostos Sobrepostos: Quando um Imposto Assenta em Cima de Outro

Às vezes dois impostos caem na mesma linha, e a ordem faz diferença.

Uma cola numa cidade com imposto sobre refrigerantes: primeiro aplica-se esse imposto, depois o IVA aplica-se sobre o preço que já o inclui. Um quarto de hotel com taxa turística: muitas vezes é ao contrário, com a taxa turística fora da base do IVA. Troque a sequência e todas as linhas afetadas ficam erradas por uns cêntimos — invisível em cada conta, muito visível ao fim do trimestre.

Qualquer sistema que valha a pena deixa-o definir a ordem de cálculo, para os impostos se empilharem na sequência certa. Se o seu não deixa, isso é uma limitação a sério, não é um detalhe.

De Quantas Classes de Imposto Precisa Mesmo?

Não são 31. Aqui vai a lista honesta, por tipo de negócio.

Café ou pastelaria — 5 classes Café e chá · Padaria e pastelaria · Doces e chocolates · Refrigerantes · Água engarrafada

A sua comida está provavelmente numa taxa mais baixa e as suas bebidas provavelmente não. É essa a razão inteira para precisar de mais do que uma.

Restaurante de serviço completo — 8 classes Comida · Peixe e marisco · Refrigerantes · Café e chá · Cerveja · Vinho · Bebidas espirituosas · Taxa de serviço

Separe o álcool. Vai agradecer a si próprio na primeira vez que o imposto especial mexer e quiser saber qual das categorias foi.

Restaurante com take-away e entregas — 9 classes As oito de cima, mais uma classe Take-away para os produtos embalados que são sempre para levar. Todo o resto deve usar âmbito por canal, e não uma classe separada.

Hotel ou espaço de eventos — 12 classes Junte Alojamento, Turismo, Entretenimento e Pequeno-almoço.

Comece pela lista curta do seu tipo de negócio. Só acrescente uma classe quando houver mesmo um produto que não caiba em nenhuma das que já tem. Trinta e uma classes vazias são piores do que oito bem usadas — o pessoal escolhe a errada numa lista comprida, e uma classe errada é muito mais difícil de detetar do que uma classe em falta.

Configurar as Suas: Trabalho de Uma Tarde

  1. Exporte a sua lista de produtos. Todos os artigos, todos os extras, todas as variantes.
  2. Separe-os por classes primeiro no papel. Faça-o numa folha de cálculo, longe da caixa, onde um erro não custa nada.
  3. Confirme a taxa de cada classe com o seu contabilista. Uma conversa, todas as classes de uma vez. É este o passo que as pessoas saltam.
  4. Defina uma classe por defeito para cada estabelecimento, para que o que ficar sem etiqueta caia num sítio sensato e não num sítio ao acaso. Se tem lojas na Madeira ou nos Açores, isto não é opcional: as taxas regionais são mais baixas do que as do Continente e cada loja precisa das suas.
  5. Marque os extras à parte. É este que toda a gente esquece. Um shot de café a mais, uma dose de batatas, um shot de rum dentro do café — um extra pode viver numa classe diferente da do produto a que está ligado. Rum dentro de um café é álcool, diga o que disser o produto principal.
  6. Decida se o preço é com ou sem imposto em cada classe e confirme depois que se manteve. Quase todo o mundo obriga a que os preços ao consumidor já incluam o imposto — aqui fica como acertar nessa decisão.
  7. Use o âmbito por canal onde a taxa muda com o tipo de serviço. O mesmo produto, taxa diferente, sem decisões do pessoal.
  8. Registe um pedido de teste com seis artigos misturados — comida quente, comida fria, uma cerveja, um refrigerante engarrafado, um extra e uma taxa de serviço — e confira o resumo de impostos linha a linha.
  9. Marque uma data no calendário para janeiro e julho. Janeiro é quando entra o Orçamento do Estado, e julho é a outra altura em que as taxas mexem.

Seja qual for o sistema que usar, os requisitos são os mesmos: classes por produto e por extra, impostos em percentagem e fixos, âmbito por canal, ordem de cálculo e um valor por defeito por estabelecimento. O Tabres traz as 31 classes com nomes traduzidos por idioma, para que a palavra certa apareça no talão em cada língua — e, como tudo o resto lá dentro, isso não custa nada. Há muitos sistemas de caixa que fazem isto bem. Só confirme que o seu faz, antes de dar por garantido.

Cinco Erros Que Aparecem em Todas as Inspeções

  1. Uma classe "Comida" para tudo. A mais barata de montar, a mais cara de desfazer.
  2. Extras a herdar a classe do produto principal. Um shot de whisky dentro de um café não é café.
  3. Take-away montado como classe em vez de regra de canal. Acaba com produtos duplicados, e os duplicados afastam-se um do outro em menos de um mês.
  4. Taxa de serviço marcada como comida. Costuma levar a taxa da refeição, mas tem de ser identificável no talão — e, cada vez mais, por lei.
  5. Um talão que mostra um único total de imposto. O seu contabilista precisa do resumo por taxa, e um inspetor vai pedi-lo. É parte do que separa um recibo a sério de uma conta, e a diferença conta mais do que a maioria dos donos pensa.

Para Leitores nos EUA: a Mesma Ideia, Outras Palavras

Os Estados Unidos não usam IVA, mas o seu POS continua a precisar de classes de imposto — por lá chamam-lhes categorias de imposto ou códigos de tributação, e a lógica é praticamente igual.

A maioria dos estados taxa a "comida preparada" e isenta a mercearia. O álcool leva quase sempre uma taxa própria ou um imposto separado sobre bebidas servidas. Várias cidades acrescentam um imposto sobre refrigerantes ou sobre água engarrafada por cima. Chicago faz as três coisas ao mesmo tempo, e é em parte por isso que uma refeição de restaurante ali pode chegar perto de 11,75% quando a taxa geral de vendas parece muito mais baixa.

Ou seja, a disciplina é a mesma: classes separadas para comida preparada, álcool, refrigerantes e produtos embalados, com a taxa definida por localização. Quem tem lojas em vários estados precisa disto por estabelecimento, porque dois restaurantes a sessenta quilómetros um do outro podem estar em jurisdições fiscais diferentes.

As taxas e as definições são do estado e da cidade, não do país. Consulte o departamento de finanças do seu estado antes de escrever um único número.

Perguntas Frequentes

O que é uma classe de imposto num POS de restaurante? Uma classe de imposto é uma etiqueta que põe num produto para o sistema saber que regra de IVA se aplica. As taxas são definidas na classe, não em cada produto, por isso uma alteração atualiza todos os artigos desse grupo.

De quantas classes de imposto precisa um restaurante? A maioria precisa de 8 a 12. Um café consegue viver com 5. Um hotel com quartos, bar e loja costuma precisar de 12 ou mais. Só acrescente uma classe quando houver um produto real que não caiba em nenhuma das existentes.

Em que classe de imposto deve ficar o álcool? Numa só dele — e, de preferência, dividido em cerveja, vinho e bebidas espirituosas. O álcool nunca apanha a taxa reduzida da comida e traz imposto especial de consumo já dentro do preço de compra. Separar permite ver que categoria foi mesmo afetada por uma subida.

O take-away é uma classe de imposto ou um tipo de pedido? É os dois, e fazem trabalhos diferentes. Use o tipo de pedido para comida que tanto pode ser consumida no local como levada, com uma regra que muda a taxa conforme o canal. Use uma classe de take-away só para produtos que são sempre retalho embalado.

Qual é a diferença entre taxa zero e isento? Taxa zero quer dizer que cobra 0% e ainda pode deduzir o IVA dos seus custos. Isento quer dizer que não cobra nada e não pode deduzir. As vendas a taxa zero também contam para o limite que o obriga a registar-se no IVA; as isentas, em geral, não.

Os extras precisam de classe de imposto própria? Sim. Um extra pode viver numa classe diferente da do produto a que está ligado — um shot de rum dentro de um café é álcool. Se o seu sistema não consegue marcar os extras à parte, todas as bebidas modificadas ficam com o imposto errado.

Em que classe de imposto entra a taxa de serviço? Numa só dela. Uma taxa de serviço obrigatória leva normalmente a mesma taxa da refeição, mas tem de ser identificável na conta e no talão, e vários estados norte-americanos já exigem que também seja anunciada na ementa.

As gorjetas são taxadas? Uma gorjeta genuinamente voluntária fica normalmente fora do âmbito do IVA. Uma taxa de serviço obrigatória faz parte do preço e é taxada como a refeição. A palavra "voluntária" está a fazer todo o trabalho nessa frase.

As bebidas com açúcar precisam de uma classe separada dos refrigerantes? Se o seu país ou a sua cidade cobra imposto sobre o açúcar, sim. Em Portugal cobra-se desde 2017. É uma cobrança separada, normalmente um valor fixo por litro em vez de uma percentagem, e os escalões vão sendo apertados de poucos em poucos anos.

O que acontece se um produto estiver na classe de imposto errada? Ou cobra imposto a mais e perde margem, ou cobra a menos e fica a dever a diferença mais tarde, quase sempre com juros. Nada avaria à vista, e é exatamente por isso que o erro dura meses antes de alguém dar por ele.

Um produto pode levar dois impostos? Pode. Um refrigerante engarrafado pode levar imposto sobre o açúcar e IVA. Um quarto de hotel pode levar IVA e taxa turística. O que interessa é a ordem em que são aplicados, porque um pode ou não ser calculado por cima do outro.


As classes de imposto são um assunto aborrecido até ao momento exato em que ficam caras. E a solução é mesmo uma tarde de trabalho: exporte a ementa, separe-a em oito ou dez baldes, confirme as taxas com o contabilista e deixe o sistema fazer o resto para sempre.

Separe o álcool mesmo que seja pequeno. Marque os extras. Ponha a taxa de serviço numa classe só dela. Use regras de canal em vez de produtos duplicados. Estes quatro passos cobrem a grande maioria do que costuma correr mal.

Depois marque um lembrete no calendário para janeiro. A Alemanha, a Irlanda e o Reino Unido mudaram o imposto da restauração nos últimos oito meses, e o seu também vai mudar — a única pergunta é se vai saber pelo seu contabilista ou por um inspetor.

As taxas, os limites e as classificações mudam muitas vezes e são diferentes de país para país, de região para região e de cidade para cidade. Trate tudo o que está aqui como um mapa das categorias e não como uma resposta legal, e confirme as suas taxas com a Autoridade Tributária ou com um contabilista que trabalhe com restaurantes.

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